Vídeos Festival Coco de Roda Zumbi Olinda

O coco é um ritmo típico da Região nordeste do Brasil. Há controvérsias sobre o estado em que se originou, sendo citados os estados de Pernambuco, da Paraíba e de Alagoas.

O nome refere-se também à dança ao som deste ritmo.O som característico do coco vem de quatro instrumentos (ganzá, surdo, pandeiro e triângulo), mas o que marca mesmo a cadência desse ritmo é o repicar acelerado dos tamancos. A sandália de madeira é quase como um quinto instrumento, talvez o mais importante deles. Além disso, a sonoridade é completada com as palmas. Existe uma hipótese que diz que o surgimento do coco se deu pela necessidade de concluir o piso das casas no interior, que antigamente era feito de barro. Existem também hipóteses de que a dança teria surgido nos engenhos ou nas comunidades de catadores de coco.

“Coco” significa cabeça, de onde vêm as músicas, de letras simples. Com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino. Recebe várias nomenclaturas diferentes, como pagode, zambê, coco de usina, coco de roda, coco de embolada, coco de praia, coco do sertão, coco de umbigada, e ainda outros o nominam com o instrumento mais característico da região em que é desenvolvido, como coco de ganzá e coco de zambê. Cada grupo recria a dança e a transforma ao gosto da população local.

 Zé do Teté é pernambucano nascido em Passira-PE em 1944. Tem escolarização primária incompleta e desde os 10 anos de idade exerce a profissão de barbeiro que era praticada com seu pai. Em 1970, em Limoeiro iniciou tocando e cantando coco de roda, teve como principal inspiraçãopara impulsionar seu trabalho o mestre de coco de roda também de Limoeiro, Paulo Faustino.

Composições de sua autoria já somam mais de duzentas, sendo que aproximadamente cem estão gravadas em CD. Junto com ele em suas apresentações como também nas gravações dos CDs tem participação de músicos/brincantes de coco limoeirenses que lhe acompanham, no dizer da cultura do coco de roda a “responder o coco”. Seu grupo vem oscilando entre sete a dez membros, estando alguns membros lhe acompanhando já há mais de 20 anos. Já se apresentou em mais de 100 (cem) polos de festejos ao público em geral em mais de dez cidades, estando a frequência maior em Limoeiro e seus entornos. A música de Zé de Teté relata na poesia inteligente e popular o cotidiano de sua gente e seu lugar, embalada num ritmo de genuína tradição de brasilidade, o coco de roda.

Musicalidade que reforça as tradições ancestrais de qualquer indivíduo pernambucano comprometido com suas origens e formação cultural. Reflexo claro do sentimento e pensamento de uma gente em especial: o ser do agreste pernambucano, particularmente de Limoeiro-PE, pedaço de um bom Pernambuco, um bom Nordeste, um bom Brasil. Nos últimos 10(dez) anos vem sendo constantemente requisitado para apresentações nas escolas da rede pública e particular. É sempre tema de estudos e entrevistas de estudantes de todas as idades que utilizam-se dos saberes do artista para aprofundamento prático de várias temáticas como cultura popular, folclore, arte, poesia nordestina, coco de roda, história da arte limoeirense, pernambucanidade, entre outras coisas, igualmente nas escolas vem sendo homenageado em festivais de cultura diversos. Sua discografia deu-se a partir de 2001 – gravou um CD artesanal em Limoeiro – este trabalho causa grande impacto no universo musical, de cultura e mídia do público Limoeirense. Tem tiragem em média de 400 quatrocentos unidades. Laçou em 2002 um CD com tiragem média de 300 unidades. Em 2003 – a música “O cabaré de Mãe Lola” está em seu terceiro CD que tem mais de 800 cópias comercializadas. 2004 – obtém reconhecimento do meio musical e artístico pernambucano, nordestino e brasileiro quando participa do projeto Poetas da Mata Norte; com patrocínio da Petrobras e produção e direção de Siba Velozo grava um CD em estúdio profissional.

Em 2006/ 2007/ 2008/ 2009/ 2010 a cada ano lançando um CD com média de 500 (quinhentas) cópias autorizadas comercializadas por produção gravados em estúdio semiprofissional na própria cidade de Limoeiro.

No ano de 2010 – Tem participação especial no CD Luz do Baião de autoria de Cláudio Rabeca, lançado no Recife com interpretação da música “Vagabundo”. E teve participação na aérea de audiovisual, foi em 2008 – Sob direção de Walter Eudes, Comunicador Social pernambucano, grava vídeo-documentário de 20’ sobre sua obra e vida com o patrocínio do Governo de Pernambuco e FUNDARPE.

 

Com influência de elementos das culturas indígena e negra, o Samba de Coco Raízes de Arcoverde é um retrato da poesia do sertão e do regionalismo nordestino. Formado em 1992 por Lula Calixto e pelas famílias Gomes e irmãs Lopes, o grupo passou a ser conhecido do público a partir de 1996, quando rompeu as barreiras da pequena cidade de Pernambuco e passou a se apresentar Brasil afora e no exterior. Já se apresentaram na Alemanha, Bélgica, Itália Noruega e França.

Lula Calixto nasceu em Sertânia, no sertão pernambucano. Chegou Arcoverde, também na Zona da Mata pernambucana, em 1952, aos oito anos de idade. Ao longo de sua vida, teve contato com várias conquistas, principalmente de Alagoas e do Maranhão.

A sonoridade percussiva do Samba de Coco Raízes de Arcoverde representa o coco Trupe, desenvolvido por Calixto a partir de suas vivências musicais, e consiste em uma rápida e forte batida dos pés no chão com tamancos de madeira, usados como instrumentos percussivos. O samba e os folguedos de roda são outras manifestações presentes na dança e na música do grupo, marcados pelo triângulo, pandeiro, surdo e ganzar, que dão tônus ao ritmo do Samba de Coco Raízes de Arcoverde. Nas letras das canções, a simplicidade e mensagens positivas embalam, de maneira divertida, o som frenético do coco ritmado. O recorte cultura do trabalho autoral é seletivo e original, uma vez que o som produzido e divulgado pelo grupo foge dos padrões estilizados de coco e música nordestina em geral.

Em 2000, sai o primeiro cd da trupe, com nome homônimo e, em 2002, é lançado o segundo disco, intitulado Godê pavão contemplando com o prêmio culturas populares em 2011 saiu o terceiro trabalho do grupo.

O Bongar é composto por seis jovens que reúnem em si os festejos tradicionais do terreiro Xambá, local sagrado do culto aos Orixás e Eguns, no Portão do Gelo, em Olinda. Os integrantes do Bongar, todos parentes e familiares, transformaram do brinquedo de seus ancestrais em um novo caminho para o reconhecimento das raízes negras e indígenas do povo de terreiro.

Com forte representatividade, o Grupo Bongar leva mundo afora a cultura do coco da Jurema, com uma batida única de seu terreiro, identificada pelo rufar da alfaia de tronco de macaibeira, e ritmos do candomblé. Palavras chaves do trabalho do Bongar são arte, espiritualidade e ritmo forte.

O Bongar tem uma musicalidade muito forte de diversas influências musicais, vivenciadas nos cultos afro-brasileiros, principalmente da linhagem Xambá. Os integrantes do grupo herdaram toda essa musicalidade desde a infância, ouvindo os mais velhos e aprendendo com eles os toques, as loas e as danças, durante as festas da Casa Xambá.

O público, por meio do show do Bongar tem a oportunidade de conhecer, não só a música e a dança deste coco tão peculiar, mas compreender a formação histórica e cultural desta Nação de Candomblé. Em seu repertório, o Bongar canta o cotidiano de sua comunidade e a religiosidade do seu povo.

Em seus 13 anos de estrada (o grupo foi formado em 11 de agosto de 2001), o Bongar participou de grandes festivais e eventos dentro e fora do Brasil, entre eles a Womex (Reino Unido); AME (Cabo Verde); Europalia (Bélgica); The Beat Carnival (Irlanda); Festival do Caribe (Cuba); Feira Internacional da Música de Buenos Aires – Bafim (Argentina); FestRimbó (PA); Festival Brasileiro de Música de Rua de Caxias do Sul (RS); Feira Música Brasil (PE); Feira da Música de Fortaleza (CE); Festival de Folguedos do Piauí (PI); Festival de Cultura de Tradições da Chapada dos Veadeiros (GO);Festival Cara e Cultura Negra (DF); Festival de Cultura de Tradições de São Cristóvão (SE); Teia da Cultura de São Paulo, Minas Gerais e Fortaleza; Festival de Inverno de Garanhuns (PE); Carnaval de Pernambuco.

Um dos precussores do reggae e da música negra no Recife, o músico Valdi Afonjah prepara retorno à carreira solo após quatro anos como produtor e músico no projeto Maracatu Atômico Kaosnavial, de Jorge Mautner. Atualmente na fase final de gravações do seu quarto disco, Aldeia Sonora Ancestral, que deve ser lançado no segundo semestre, ele se apresenta no Carnaval do Recife, sábado no polo Campo Grande e terça no Pátio do Terço, já com repertório novo, além de revisar seus 30 anos de carreira.

 

Selma Ferreira da Silva (Vitória de Santo Antão, 1935), conhecida como Dona Selma do Coco ou simplesmente Selma do Coco, é uma cantora e compositora brasileira. Nascida na região da Mata de Pernambuco, Selma travou conhecimento com a música tradicional pernambucana, em especial o coco de roda, desde a infância, nas festas juninas que frequentava com seus pais.
Aos 10 anos, mudou-se com a família para Recife. Casou-se muito jovem e, aos 30 anos, depois de ter 14 filhos, ficou viúva. Passou 15 anos no bairro da Mustardinha, ainda em Recife. De lá foi morar em Olinda, onde vendia tapioca. Para atrair os turistas e aumentar as vendas, cantava o coco enquanto trabalhava.

Nos anos 90, foi descoberta pelos jovens do movimento Manguebeat, como Chico Science, que começaram a elogiar suas músicas. Passou a se apresentar em festas populares, nas quais vendia fitas cassete gravadas artesanalmente com suas músicas.

Em 1996, apresentou-se pela primeira vez para um grande público, no festival Abril Pro Rock. No ano seguinte, seu coco A Rolinha fez sucesso no carnaval de Recife Gravou seu primeiro CD, Minha História, em 1998, com músicas compostas em parceria com Zezinho. A gravação lhe valeu no ano seguinte o Prêmio Sharp.

Nos anos seguintes, apresentou-se no Festival Lincoln Center, em Nova York, e no Festival de Jazz de Nova Orleans, além de fazer shows na Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Suíça e Portugal. Durante a excursão pela Europa, atendendo a um convite do Instituto Cultural de Berlim, gravou o disco Heróis da Noite, ao lado de cantores africanos.

É um dos Patrimônios Vivos de Pernambuco.
Discografia
Minha História – O primeiro CD foi lançado em 1998, pela gravadora Paraddoxx.

Jangadeiro – Em 2004, Selma do Coco gravou seu segundo CD.
Participações em coletâneas: Heróis da Noite; Cultura Viva; Pernambuco em Concerto.

 

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