VIII Encontro Nacional dos Projetos do Fundo Brasil de Direitos Humanos

10641046_888463434511049_3856648010272307434_n

O Fundo Brasil de Direitos Humanos é uma fundação de direito privado, 100% brasileira, que visa contribuir para a promoção dos direitos humanos no Brasil. Com uma proposta inovadora, pretende impulsionar as atividades de pessoas e pequenas organizações não governamentais voltadas para a promoção e defesa dos direitos humanos no país, criando mecanismos sustentáveis de doação de recursos. O compromisso da fundação é fortalecer especialmente aqueles que possuam condições de fazer a diferença e de colocar em prática propostas criativas, com grande potencial de impacto local na luta contra a discriminação.

Instituída por alguns dos defensores de direitos humanos mais reverenciados no Brasil e integrada por ativistas reconhecidos nacionalmente por seus trabalhos, a fundação pauta-se pela concepção mais ampla dos direitos humanos e possui duas linhas de atuação:

• doações via edital de projetos, para apoio a organizações e indivíduos;
• fundo de pequenos projetos, para casos emergenciais e atendimento
a necessidades de formação e capacitação técnica.

O Fundo Brasil de Direitos Humanos pretende contribuir para a autonomia e sustentabilidade do trabalho de organizações e defensores de direitos humanos em todo o país, além esclarecer a sociedade e fazer crescer a credibilidade e o apoio público em relação a trabalhos nessa área.

O Fundo Brasil tem sede na cidade de São Paulo e atuação em todo o território nacional.

Enfrentamento ao genocídio da juventude negra
Sensibilizar a população brasileira sobre o significado e aspectos do genocídio da juventude negra é o objetivo deste grupo no âmbito do projeto. Esse é um grave problema de violação dos direitos humanos no Brasil, pois se mais da metade dos homicídios atinge a população jovem, 75% dessas mortes é de jovens negros. É importante ressaltar ainda que muitos desses homicídios são resultantes da violência policial.

Assim sendo, a ideia é produzir conteúdos que mostrem o contexto do genocídio de jovens negros (as), debater o racismo enquanto problema social, além de apresentar para a sociedade as propostas e ações promovidas e articuladas pelas redes que lutam pela equidade racial no país.

Fazem parte desta rede: Articulação Política de Juventude Negra (São Paulo); Círculo Palmarino; Fejunes – Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo; Monabantu – Movimento Nação Bantu (Conselho Nacional de Juventude – Conjuve/ GT Juventude Negra); Rede de Jovens do Nordeste; Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores; Uneafro Brasil – União de Núcleos de Educação Popular para Negras (os) e Classe Trabalhadora.

Enfrentamento à violência contra as mulheres e a população LGBT
Feminicídio, lesbofobia, homofobia e transfobia

As violências cometidas contra as mulheres e a população LGBT estão entre as mais graves violações aos direitos humanos existentes no Brasil.

Por isso, a campanha desenvolvida por um conjunto de organizações, coletivos, articulações e movimentos busca construir estratégias que contraponham discursos e práticas conservadoras, articulando diferentes ações e linguagens. A ideia é dar segmento à luta pelo respeito e igualdade de direitos, além de ampliar o debate em favor de mulheres negras, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e gays em contextos rurais e urbanos.

Fazem parte dessa rede: Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB); Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); Coletivo de Mulheres Negras Louva Deusas; Marcha Mundial das Mulheres; Movimento de Mulheres Camponesas – MMC

Proteção de defensores (as) de direitos humanos
O processo de criminalização de defensores e defensoras de direitos humanos por parte das instituições do Estado – em especial pela força coercitiva policial – e da mídia é um desafio para efetivação aos diretos das (os) cidadãs (os) e colocam em risco o pleno funcionamento da democracia. São frequentes no Brasil os casos de prisões arbitrárias, desaparecimentos e ameaças contra esses defensores (as). Assim sendo, a proposta do grupo é realizar uma campanha que visibilize as violações de direitos sofridas pelos (as) defensores (as), além de sensibilizar a sociedade, procurando politizar o debate a respeito da perseguição violenta aos ativistas de direitos humanos.

Fazem parte desta rede: Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social; MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos e Plataforma Dhesca

Promoção do direito à cidade
Impactos dos megaeventos esportivos

Há pelo menos quatro anos os debates sobre os impactos negativos dos megaeventos esportivos são realizados por todo o Brasil e a criação dos Comitês Populares nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 foi decisiva para a denúncia e mitigação desses impactos. Neste período, para além do debate acerca do direito à cidade, mobilidade urbana e contra as remoções, o grupo se dedicou a debater o direito à livre manifestação e a não criminalização de movimentos sociais.

Para informar a sociedade e combater as violações de direitos humanos decorrentes dos megaeventos esportivos, a ANCOP (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa) atua nesse projeto, ampliando e fortalecendo suas ações de comunicação para a incidência política.

Faz parte dessa rede: ANCOP – Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa.

Defesa do direito à terra e ao território
Comunidades quilombolas e povos indígenas

Para os povos indígenas e comunidades quilombolas, a terra não é apenas o lugar onde se vive ou planta. É onde reconhecem sua história, sua cultura e suas tradições. Contudo, apesar das conquistas trazidas pela Constituição Federal de 1988, que garantiu direitos territoriais a índios e quilombolas, o país ainda não permitiu o pleno exercício desses direitos, possibilitando a continuidade de situações de sofrimento e a expulsão de comunidades em virtude de interesses vinculados ao atual modelo de desenvolvimento.

Para transformar essa realidade, as articulações pretendem desenvolver ações de comunicação estratégica, fortalecendo a luta pelo direito à terra e difundindo os processos de resistência e enfrentamento à violência e discriminação praticadas contra indígenas e quilombolas.

Redes Integrantes: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB); Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s