Mãe Beth de Oxum

Mãe Beth de Oxum participa do Emergências

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Em um momento de intensas transformações e diante de uma crise de dimensões globais que atinge os mais diversos setores e institucionalidades, a cultura surge como ativadora de processos emergentes na disputa por direitos civis, políticos, sociais, econômicos e ambientais. De 7 a 13 de dezembro, pensadores, ativistas, artistas, produtores culturais, gestores e agentes políticos de todo o mundo vão participar, no Rio de Janeiro, na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense, do Emergências, projeto do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural.

O objetivo é pensar a cultura na centralidade das lutas pela ampliação dos direitos e entender as mudanças no campo da política, dos comportamentos, da economia, das artes, e debater a emergência de novos modelos de sociabilidade. Trata-se de criar um território cognitivo e afetivo, um espaço de conexão e diálogos para viver e pensar as aventuras políticas do século XXI. A ideia é reunir coletivos, indivíduos e redes que entendem que a mudança só virá a partir de uma transformação cultural e de mentalidade baseada no respeito à diversidade e em um reencantamento da política.

Emergências – Povos de Terreiro na Central do Brasil no RJ. — com Cultura Viva e Beth de Oxum.

fonte: http://emergencias.cultura.gov.br/emergencias-2

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Matéria do Diário de Pernambuco sobre Mãe Beth de Oxum recebendo a OMC 2015

Pernambucana Mãe Beth de Oxum recebe Ordem do Mérito Cultural

Beth é conselheira do Colegiado de Cultura Afro-Brasileira do Conselho Nacional de Política Cultural

Por: Viver/Diario – Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/11/2015 09:40 Atualizado em:

 

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O Ministério da Cultura divulgou na última sexta-feira (6) a lista de agraciados com a Ordem do Mérito Cultural. Entre os destaques está a pernambucana Mãe Beth de Oxum, ialorixá do Terreiro Ilê Axé Oxum Karê, em Olinda. Ela coordena projetos culturais e sociais na cidade, sendo ainda conselheira do Colegiado de Cultura Afro-Brasileira do Conselho Nacional de Política Cultural.

Mãe Beth de Oxum integra lista que inclui ainda personalidades como Augusto de Campos, Arnaldo Antunes, Daniela Mercury, Marcelo Yuka e Walter Carvalho.

A Ordem é divida em três categorias: Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro. É entregue anualmente em comemoração ao Dia Nacional da Cultura. A cerimônia foi realizada na noite de segunda-feira (9), no Palácio do Planalto.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2015/11/10/internas_viver,609278/pernambucana-mae-beth-de-oxum-recebe-ordem-do-merito-cultural.shtml

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Ponto de Cultura Coco de Umbigada vence o Prêmio FBB de Tecnologia Social 2015

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Depois de ser agraciada com a medalha de Ordem do Mérito Cultural 2015, entregue pela presidenta Dilma Rousseff em Brasília, na última segunda-feira (9), a coquista Beth de Oxum trouxe também para Pernambuco o Prêmio Fundação do Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015. A artista pernambucana faturou a premiação na categoria “Juventude”, com o projeto do game “Contos de Ifá”, desenvolvido por alunos de uma oficina promovida pelo Coco de Umbigada, por meio de um edital Fundação Palmares.

“Eu busco coisas com todo mundo. Tenho vários parceiros. Esse foi um edital aberto e conseguimos juntar 150 jovens. Oferecemos curso de produção cultural, web designer, desenho de produtor gráficos, operação de áudio e percussão popular”, contou. O game premiado (pode ser acessado através do endereço www.contosdeifa.com) pretende, através de estratégias comuns a jogos eletrônicos, descriminar crenças que impedem a compreensão do culto aos orixás, principalmente entre os mais jovens.

Cerimônia de premiação – O anúncio do resultado do prêmio aconteceu no Distrito Federal, na última terça-feira (11), e reuniu mais de 700 pessoas. Os vencedores de cada uma das seis categorias (veja abaixo) receberão R$ 50 mil. Além de Pernambuco, foram premiadas iniciativas do Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Outras 12 tecnologias sociais foram premiadas com o valor de R$ 25 mil (veja a lista completa abaixo). Ao todo foram distribuídos R$ 600 mil em prêmios.

O prêmio reuniu 866 inscrições, e 154 tecnologias foram certificadas – deste grupo foram escolhidas as finalistas. A classificação seguiu os critérios definidos no regulamento: nível de interação com a comunidade; transformação social proporcionada; potencial de reaplicação e inovação social.

Prêmio – Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como objetivo identificar tecnologias sociais que promovam o envolvimento da comunidade, transformação social efetiva e possibilidade de serem reaplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional. Além disso, as soluções devem ser efetivas nas áreas de alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Confira os vencedores e os premiados:

Vencedores

– Categoria Tecnologia Sociais para o Meio Urbano:
Censo Maré (Rio de Janeiro)

– Categoria Mulheres:
Água Viva: Mulheres e o redesenho da vida no semiárido do Rio Grande Norte (Mossoró – RN)

– Categoria Universidades e Institutos de Pesquisa:
Librário: Libras na escola e na vida (Belo Horizonte-MG)

– Categoria Gestores Públicos:
Água Limpa – Desafio para o Desenvolvimento Consciente e Sustentável” (Caxias do Sul – RS)

– Categoria Comunidades tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma da Agrária:
Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas (Carauari – AM)

– Categoria Juventude:
Pirambu Digital (Fortaleza – CE)

Premiadas:

– Juventude
Contos de Ifá (Olinda – PE)
Inclusão digital juventude rural (Florianópolis – SC)

– Tecnologias Sociais para o Meio Urbano:
Coletivo Reciclagem (Rio de Janeiro)
A Escola é a Cidade & a Cidade é a Escola (São Paulo)

– Mulheres:
Gente da Maré: Melhorando as condições de vida das marisqueiras do Nordeste (Mossoró – RN)
Metodologia de Gestão de Empreendimentos Solidários por Meio de Indicadores (São Paulo)

– Universidades e Institutos de Pesquisa:
Estratégias de Inclusão Produtiva e Sustentável de Empreendimentos de Catadores (Rio de Janeiro)
Formação Continuada de Professores Trabalho com Língua, Arte e Cultura Terena (Três Lagoas – MS)

– Comunidades tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma da Agrária:
Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiro (Tefé-AM)
Produção de Polpa de Juçara: geração de renda, manejo sustentável e conservação (Ubatuba-SP)

– Gestores Públicos
A Importância do Planejamento para a Preservação dos Recursos Hídricos (Penápolis – SP)
Programa de Educação para o Trabalho e Cidadania ‘De Olho no Futuro (São Paulo – SP)

fonte: http://www.cultura.pe.gov.br/canal/culturapopular/beth-de-oxum-vence-o-premio-fbb-de-tecnologia-social-2015/

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Matéria do Portal Cultura.pe sobre Mãe Beth de Oxum

Coquista Beth de Oxum vai receber a Ordem do Mérito Cultural 2015

Presença firme e inspiradora nas muitas frentes de luta pela cultura popular, em defesa da liberdade dos cultos e tradições de matrizes africanas e também por mais democracia e pluralidade na comunicação, a importância da pernambucana Beth de Oxum para a cultura brasileira será finalmente registrada na próxima segunda-feira, 9 de novembro. A coquista será uma das agraciadas com a Ordem do Mérito Cultural 2015 e, juntamente com a Sociedade Musical Curica, que também é patrimônio vivo do estado, vai representar a força da cultura pernambucana na premiação deste ano.

Toni Braga/Secult-pe

O reconhecimento nacional é também fruto do decisivo papel que Beth cumpre no bairro de Guadalupe, comunidade periférica de Olinda, onde atua diariamente em questões relacionadas a conflitos de classe, etnicidade, gênero, inovações tecnológicas, consumo, identidade, maternidade e, claro, cultura e arte. “Eu acho importante pela luta de afirmar principalmente os brinquedos de rua. As brincadeiras nascem nos terreiros mas se materializam nas ruas . O prêmio favorece na perspectiva de firmar, legitimar essa cultura e articular em rede”, avalia a coquista.

Ialorixá do Terreiro Ilê Axé Oxum Karê, coordenadora do Ponto de Cultura Coco de Umbigada – que há 20 anos consecutivos realiza a Sambada de Coco do Guadalupe – Beth vai receber mais um prêmio na próxima semana. Desta vez, das mãos da chefe maior da nação. A Ordem do Mérito cultural 2015, instituída por Lei federal em 1991, condecora personalidades, órgãos e entidades públicas e privadas nacionais e estrangeiras com reconhecida contribuição à cultura brasileira. Beth foi indicada à Ordem do Mérito por uma série de entidades e pessoas públicas, entre elas, a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, a Deputada Federal Jandira Feghali, a Federação dos Cocos de Roda de Pernambuco, e o Colegiado de Culturas Afro-brasileiras do Conselho Nacional de Política Cultura. A premiação acontece no Palácio do Planalto, em Brasília.

Premiações já fazem parte da trajetória de Beth, nas mais diversas frentes em que atua, dentro da cultura. Um dia após receber a comanda da Ordem do Mérito Cultural, das mãos da presidente Dilma Rousseff, ainda em Brasília, na terça-feira (10), Beth estará na final do Prêmio Fundação do Banco do Brasil de Tecnologia Social, onde é finalista, através do Coco de Umbigada, na categoria “Juventude”, com o projeto do game “Contos de Ifá”. O produto foi desenvolvido por alunos de uma oficina promovida pelo Coco de Umbigada, por meio de um outro edital, desta vez, incentivado pela Fundação Palmares.  “Eu busco coisas com todo mundo. Tenho vários parceiros. Esse foi um edital aberto e conseguimos juntar 150 jovens. Oferecemos curso de produção cultural, web designer, desenho de produtor gráficos, operação de áudio e percussão popular”, conta. O game premiado (pode ser acessado através do endereço www.contosdeifa.com) pretende, através de estratégias comuns a jogos eletrônicos, descriminar crenças que impedem a compreensão do culto aos orixás, principalmente entre os mais jovens.

Reconhecimento
O financiamento de projetos através de prêmios acompanha a trajetória de Beth desde que seu Coco de Umbigada – já atuante na vida social e cultural do bairro de Guadalupe, transformou-se em Ponto de Cultura, em 2004, no primeiro edital deste programa lançado pelo Ministério da Cultura. “A gente já tinha muito conteúdo para produzir. Recebemos um dos kits que foram oferecidos pelo MinC, com quatro computadores. Montamos nosso primeiro telecentro, e a comunidade passou a ter acesso à internet”. Depois do acesso, veio o conhecimento. E os meninos passaram a produzir diversos conteúdos.

Beth não deixou as demais oportunidades escaparem. E foi assim que venceu o Prêmio Pontos de Mídias Livres, também do Ministério da Cultura. Através dele, vieram os primeiros equipamentos da rádio Amnésia, uma experiência coletiva que começou itinerante (chegou a ser instalada em algumas comunidades urbanas e rurais do Nordeste) e, quando chegou ao Ponto de Cultura Coco de Umbigada, não saiu mais de lá. Beth conta que esta apropriação da rádio levou ao empoderamento do coletivo. O prêmio consolidou o trabalho da rádio, com aquisição de equipamentos próprios e novas atividades de formação, utilizando recursos da Funarte obtidos através do prêmio “Residências artísticas – interações estéticas em pontos de cultura”, com o projeto “Coco-rádio-arte”. “Nesta época, percorremos cinco pontos de cultura, dando oficinas de gravação de áudio e vídeo, nas cinco regiões do país”, conta Beth.

Outro prêmio importante que veio fortalecer e dar ainda mais evidência ao trabalho da Umbigada foi o que permitiu que mestres do coco – Dona Selma, Aurinha, Zeca do Rolete, Pombo Roxo, entre outros – fossem vistos como mestres griôs. Eles recebiam uma bolsa para dar aulas na escola. “Passamos (o ano de ) 2009 inteiro indo às escolas e depois trouxemos as escolas para cá, para receber os ensinamentos que só se aprende nos terreiros das culturas populares. A ideia foi aproximar os saberes científicos e populares”, diz Beth.

Costa Neto

Por isso que as apresentações do Coco de Umbigada, as atividades da rádio Amnésia, as oficinas que realiza, e todos os encontros – seja de música tradição, seja de religião africana – têm como base o sentido de busca por identidade, pertencimento, empoderamento. “No início nos ancoramos na nossa fé, em Oxum, em Orixalá, depois nas articulações em rede, nos coletivos, nos arranjos produtivos locais que estamos desenvolvendo. Se a gente fosse depender apenas dos editais a gente não teria mantido a sambada por vinte anos. Fazemos a dimensão da troca como moeda social”, ensina mãe Beth.

Trajetória
Mãe Beth de Oxum é sacerdotisa de matriz africana, Iyalorixá , cantadora de coco, produtora há 20 anos da Sambada de Coco do Guadalupe, mãe de muitos filhos, presidente da Federação dos Coco de Roda de Pernambuco; conselheira do segmento de Costumes e Saberes do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Olinda; coordenadora pedagógica do projeto Brincadeiras de Terreiros, que envolve diversos terreiros de matriz africana da Região Metropolitana do Recife e Mata Norte de Pernambuco. Entre tantos projetos dos quais também faz parte, é coordenadora do NUFAC OLINDA – Núcleo de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra, um projeto em rede, presente em 17 estados. Integra o Coletivo de Comunicação e Hiper Mídias Nordeste Livre e o Coletivo da Rádio Amnésia – FM 89,5; coordena o Cineclube Macaíba e  integra a Yalodê – Rede de Mulheres de Terreiros.

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Lei Cultura Viva abre novos caminhos para a cultura brasileira

Mãe Beth de Oxum participa do Encontro de Redes em Brasília na mesa ao lado do Ministro da Cultura Juca Ferreira.

A última quarta-feira (8) foi um dia histórico para os representantes dos muitos segmentos da diversidade cultural brasileira. Com a regulamentação da Lei Cultura Viva, construída com ampla participação popular, entra em vigor a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), voltada a estimular e fortalecer uma rede de gestão cultural com base nos Pontos e Pontões de Cultura, um dos projetos de maior capilaridade e visibilidade do Ministério da Cultura (MinC).
Participaram da cerimônia o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, João Brant, o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), os deputados federais Orlando Silva (PCdoB-SP), Rubens Ottoni (PT-GO), Marcelo Matos (PDT-RJ), Luciana Santos (PCdoB), Maria do Rosário (PT-RS) e Alice Portugal (PCdoB-BA) e o deputado distrital Joe Valle (PDT), entre outras autoridades.
O ato realizado na Funarte, em Brasília, teve também a presença de artistas, gestores e fazedores de cultura. O ministro Juca Ferreira, bastante emocionado, comemorou a entrada em vigor da nova lei.
 
“Esta legislação traz uma ferramenta muito importante, que é autodeclaração. Agora, qualquer manifestação cultural com mais de dois anos de atividade poderá se declarar Ponto de Cultura”, afirmou. “Existem mais de 100 mil grupos culturais no Brasil, dos mais diversos segmentos, e o Estado tem obrigação de se relacionar com eles, de disponibilizar recursos para que esses grupos cresçam e aumentem seu raio de ação”.
Juca Ferreira enfatizou que a Lei Cultura Viva valoriza a diversidade cultural que existe no país. “Queremos uma pátria de iguais, mas respeitando as diferenças de cada um. Para que se tenha direitos iguais não é preciso homogeneizar culturalmente a população”, observou. “A cultura é muito complexa em suas manifestações. A política pública não pode fazer opção por A, B ou C. Tem de ir dos Pontos de Cultura à ópera”.
O ministro ressaltou, ainda, a necessidade de investimentos na economia da cultura. “É uma economia de alto valor agregado, inclusiva e já representa 6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Pode ajudar a alavancar um novo ciclo de desenvolvimento para o país que não seja tão dependente de commodities agrícolas e minerais”.
A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Nilma Gomes, citou o lema da atual gestão do governo federal – Brasil, Pátria Educadora – e destacou que os movimentos culturais são educadores por excelência. “Precisamos cuidar da nossa pátria educadora, trazendo o nosso tom na luta pela garantia de direitos culturais e dos demais direitos”.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou ser uma “honra” participar do lançamento da nova legislação. “É um marco histórico para a cultura brasileira. A Lei Cultura Viva deriva de uma construção coletiva, de muitas mãos, inclusive a minha”, destacou. Rollemberg foi o relator da lei no Senado Federal.
 
A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Ivana Bentes, afirmou que é “uma grande alegria” celebrar a regulamentação da Lei Cultura Viva. “Essa legislação transforma em política pública um dos projetos mais ousados do país, que são os Pontos de Cultura”, destacou. “A lei vem qualificar a relação de inúmeros fazedores de cultura do país com o Estado. Creio que a simplificação de procedimentos trazida por ela pode inspirar uma mudança na cultura jurídica brasileira que se faz muito necessária”.
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autora do projeto da Lei Cultura Viva, destacou que a nova legislação tem “importância estratégica” para a transformação da sociedade por meio da cultura. “Com a lei, o manto da diversidade brasileira será respeitado. Vamos substituir as carências pelas potências, enfatizando o protagonismo do povo”, afirmou.
Jandira ressaltou que, em parceria com outros parlamentares, está empenhada na aprovação de mais pautas da área cultural, como o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura), que substituirá a Lei Rouanet, e a PEC 421, que destina, com vínculo constitucional, 2% do Orçamento da União para a cultura.
Mãe Beth de Oxum, representando a sociedade civil, enfatizou a importância dos fazedores de cultura para o avanço da Lei Cultura Viva. “A lei só vai dar conta se a sociedade, os Pontos de Cultura, partirem para cima e fazerem disso sua grande bandeira”, afirmou.
Sobre a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV)
A PNCV foi instituída pela Lei Cultura Viva (13.018/14), sancionada em julho de 2014, após três anos de tramitação no Congresso Nacional. A regulamentação da lei foi feita com ampla participação social. Foi realizada consulta pública e criado um Grupo de Trabalho específico para debater o assunto
A política tem como públicos prioritários mestres da cultura popular, crianças, adolescentes, jovens, idosos, povos indígenas e quilombolas, comunidades tradicionais de matriz africana, ciganos, população LGBT, minorias étnicas, pessoas com deficiência e pessoas ou grupos vítimas de violência, entre outros.
Uma das principais inovações estabelecidas pela Política Nacional de Cultura Viva é a autodeclaração. Artistas, coletivos e instituições poderão, por meio de uma certificação simplificada, se autodeclarar Ponto de Cultura, passando a fazer parte do Cadastro Nacional dos Pontos e Pontões de Cultura. O processo não dá direito ao recebimento de recursos.
Outra novidade é o Termo de Compromisso Cultural (TCC), que substituirá o convênio na parceria entre o Estado e os Pontos e Pontões de Cultura que recebem recursos. É um instrumento mais simplificado e adequado à realidade dos agentes culturais, garantindo mais facilidade na prestação de contas, que ficará mais ligada à eficiência do trabalho e ao cumprimento do objeto.
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